100 Palavras – Edição de 04/08/2012


Podemos buscar a Luz caminhando para fora, em livros, tradições, mestres. Podemos ir ao Tibete, à Índia, a Jerusalém. Podemos curar as feridas dos outros, doar nossa vida, assumir todas as dores. No final dessa jornada, se não cairmos no confortável comodismo de pensarmos que já encontramos a Luz, veremos, na chegada, nossas costas. Podemos, também, trilhar nossa busca para dentro, com meditação, com a consciente destruição da percepção que temos do que agora tomamos por real. No final, se não virarmos eremitas, avistaremos nossas costas. O grande desafio é conhecer a face que está do outro lado dessas costas.

PIZZA EM SÃO SEBASTIÃO: A SAGA CONTINUA

Odair BruzosJá escrevi algumas vezes sobre as agruras que um fanático por pizza passa em São Sebastião.  Preciso abordar esse complexo, importantíssimo, vital assunto, mais uma vez, em razão da continuidade dos absurdos que cercam esse estratégico setor.
Outra noite fiz de propósito: dez minutos antes do término do horário anunciado pelas pizzarias para pedidos de entregas, telefonei para várias delas.  A maioria – para meu espanto! – nem mesmo atendia o chamado, simplesmente deixando o telefone tocar, tocar, tocar.  Em outras, o atendente informava que as entregas já estavam encerradas.  Diante do meu argumento de que ainda estava dentro do horário anunciado, a resposta era a pura repetição de que as entregas estavam encerradas.  Em apenas duas delas meus pedidos foram atendidos: Siciliana e Elite do Centro (esta última, uma padaria).  Em outra experiência desbravadora e arriscada, cheguei a telefonar depois do término do horário: só a Siciliana topou o desafio.
Um outro problema: os pedidos errados.  Até respeito (com muito esforço, é claro) a mania insana de colocar mussarela em todas as pizzas. Eu, porém, faço questão de que minha pizza de calabresa venha só com calabresa e cebola, nada de queijo.  O mesmo digo sobre a de atum.  Na hora do pedido, FRISO, REALÇO, REPITO, REPITO DE NOVO que não quero mussarela na pizza de calabresa!  Quando abro a caixa, porém…lá está o queijo…como que rindo de mim…  Será que é tão difícil assim anotar corretamente um pedido?
Uma suspeita me intriga: será que os donos de pizzarias comem o que produzem?  Pergunto isso porque os ingredientes, em alguns estabelecimentos, são de baixa qualidade.  Se uma calabresa não muito boa for colocada numa feijoada, até dá para passar, uma vez que vai se misturar a vários outros embutidos.  A calabresa da pizza, porém, precisa reinar.  E eu já comi cada pizza calabresa por aí…que dá vontade de jogar fora.
Tenho muitas outras queixas, mas vou fazer novas investigações, voltando em breve com mais um artigo sobre o assunto.

Convido os donos de pizzarias, porém, a respeitarem o horário prometido (se possível, ir além!); a anotarem com exatidão os pedidos, fiscalizando sua execução; a comprarem matéria-prima de boa qualidade, experimentando as pizzas que produzem.

    Também os convido a não serem tão mesquinhos.  Nem vou falar sobre a inexplicável mania de cobrarem a pizza meio-a-meio pelo preço da metade mais cara.  Trata-se de outro evento: outra noite, com familiares e amigos em casa, estava pedindo cinco (cinco!) pizzas.  Numa delas, perguntei se poderia trocar o alho e o “bacon” por um pouco de mussarela.  A resposta: teria de pagar uma porção extra de queijo…  É claro que cancelei o pedido na hora.
Em termos de horário e exatidão nos pedidos, deixo aqui meu elogio à Siciliana.
Por outro lado, não obstante alguns problemas com o horário e com os pedidos, não posso deixar de também elogiar a Videomar; realmente, a pizza do Tiago é uma das que apresentam ingredientes de ótima qualidade.
Mudando de prato, preciso aproveitar para destacar uma delícia de São Sebastião: o rabo do Juca.  De fato, toda sexta-feira, no Restaurante Família, o Juca serve um maravilhoso rabo de boi.  É uma das melhores rabadas que já comi (e a um preço justo).  Eu Recomendo!
Quanto às pizzarias, eu recomendo que comecem a respeitar seus clientes.

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P.S.: Aqui vai um aviso (ou praga) aos profissionais das pizzarias: quem cuspir na minha pizza vai para o Inferno!
P.S.2: No meu artigo da última quinta, foram feitas, não sei por quem, algumas alterações: faltou o acento circunflexo no título (“tô”); antes de “Juca”, comeram um “d” (deveria ter saído “do Juca”).  Desde 1989


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